Call Of Duty: Ghosts

A Infinity Ward, o famoso time que desenvolveu “Call of Duty 4: Modern Warfare“, está de volta para o campo de batalha com uma nova subsérie do jogo de tiro mais popular da atualidade.

Call of Duty: Ghosts” se passa em uma realidade alternativa na qual os EUA não possuem mais o status de superpotência e são ameaçados por, quem diria, países da América Latina que se uniram em uma aliança conhecida como ‘A Federação’.

Além da história, o jogo traz novidades substanciais para o modo multiplayer que vão fazer com que as noites desse fim de ano fiquem ainda mais animadas.

Mesmo com clichês, a história é boa

Não há segredo aqui. Assim como aconteceu em todos os outros jogos da série, “Ghosts” é um passeio de montanha russa no qual o jogador é levado para locais nunca antes imaginados.

O início do game se passa no espaço, mostrando uma arma dos EUA orbitando nosso planeta. Essa arma, Odin, é capaz de destruir qualquer nação do mundo em questão de segundos, mas é tomada pela Federação. Isso marca o início de uma era de desolação e medo para os norte-americanos.

Você vai encontrar todos os tipos dos clichês que marcaram a série, como a câmera lenta para dar um tiro no vilão, a morte de uma pessoa importante diante de seus olhos, ou até mesmo uma cena em particular que foi reaproveitada – e que acabou gerando um certo desconforto para a IW.

Mesmo assim nada disso importa, afinal, mesmo com esses clichês, a história serve ao seu propósito – que é criar um novo cenário para um novo “CoD”.

Além disso, há momentos simplesmente de tirar o fôlego e genuínos, como o início da campanha que mostra a batalha espacial, ou os momentos que você controla Riley, o cachorro que virou ‘meme’, e até mesmo uma cena tirada de “Missão: Impossível III”. As partes de tensão, com ação mais lenta onde é necessário ter calma antes de apertar o gatilho, são as mais impressionantes de toda a série. Você vai adorar descer de rapel por um prédio ou até mesmo de nadar no oceano ao lado de tubarões.

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A dublagem em português não interfere na experiência, pois ela não chega ser tão excepcional quanto em “The Last of Us“, mas também não incomoda ao ponto de você trocar para o inglês. Talvez a escalação de atores poderia ser diferente em alguns casos, mas isso não chega a ser um ponto negativo, nem positivo.

Se “Ghosts” fosse um filme, provavelmente a nota seria pior à que você vê aí em cima, mas (felizmente) esse é um jogo e, com clichês ou não, a campanha é muito, mas muito empolgante e surpreendente. Vale a pena conferir antes de pular para o que mais importa: o multiplayer.

Gráficos sensacionais

Outra coisa que impressiona é que a cada ano “Call of Duty” consegue trazer gráficos impressionantes, tanto nos videogames quanto no PC – e teria que ser assim, afinal as configurações mínimas são abusivas.

Ghosts” consegue tirar leite de pedra e, mesmo que as texturas não sejam em alta definição, existem detalhes que aos olhos mais atentos chamam a atenção, como as roupas de mergulho ou dos trajes espaciais. Os lugares também são pitorescos, como a floresta amazônica ou a estação de petróleo na Antártida, que trazem no mínimo um ar de surpresa ao visitá-los.

Quando o tiroteio está rolando solto, “Ghosts” mostra que é competente em segurar a bola, minimizando os momentos de queda de animação. Uma explosão ao seu lado não vai reduzir a taxa de FPS (frames por segundo), nem mesmo quando a explosão é no espaço e o cenário inteiro está pegando fogo.

Aliás o visual é outro ponto que justifica a sua passagem pela campanha solo, pois é lá que os gráficos são levados ao limite.

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Crie seu soldado

Já entrando no âmbito do modo multiplayer, uma das coisas que mais chama atenção é o Crie seu Soldado, uma opção na qual você pode personalizar até 10 combatentes para as mais variadas situações.

Em cada soldado existem 6 configurações de equipamentos, sem contar os ‘perks’, ‘scorestreaks’, classes e outros detalhes menores que estão ali para que você consiga montar sua tropa da forma que desejar. Para chegar a esse nível de personalização a Activision diz que são mais de 20 mil combinações possíveis.

Entretanto, esse nível de customização é uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo em que os aficionados por “CoD” vão se deliciar para conseguir montar o soldado perfeito, os novatos e jogadores de fim de semana não vão conseguir sequer arranhar a camada superficial da personalização, devido à quantidade gigantesca de opções. Felizmente o game já possui alguns kits pré-definidos para ajudar os desgarrados.

Mapas maiores e melhores

Call of Duty” chegou a um ponto de sua popularidade que tanto faz o que os produtores colocarem no disco que o game vai vender mesmo assim, mas isso não significa que eles façam apenas atualizações de mapas de games anteriores.

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Uma das novidades é que em “Ghosts” os mapas são maiores, fazendo com que as brigas de faca sejam menos frequentes e as estratégias fiquem ainda mais diversificadas. Uma dessas novidades é a adição das armas que são uma mistura entre rifles de assalto com os de precisão, abrindo a possibilidade de vasculhar um local antes de entrar correndo como um louco desvairado.

Além disso, agora diferente dos games anteriores, existem diversos caminhos para chegar aos objetivos, o que dificulta a vida dos campers que devem ficar atentos a mais de um logal de entrada.

Vale lembrar que, com os mapas maiores você passa mais tempo vivo e tem até mais chance de fazer mais pontos, porém, isso reduz a quantidade de confronto direto, algo que é adorado pelos fãs da série. Se você é um desses não se desespere: existem sim mapas mais confinados, propícios para o festival de facadas que você procura.

A Activision prometeu mapas destrutíveis e eles até existem, mas sendo bem crítico, essas partes que são modificáveis não chegam aos pés do que podemos ver em “Battlefield 4“. Geralmente as partes que podem ser destruídas apenas abrem novos caminhos e fecham outros. Nada além disso. É legal sim, mas já vimos isso ser executado de forma melhor.

Modo Extinção é muito divertido

Para finalizar, o modo cooperativo Extinção é uma das coisas mais bacanas de “Ghosts“. Ele é uma mistura entre defesa da base com “Left 4 Dead“, mas no lugar dos zumbis, aqui você enfrenta alienígenas malucos e imprevisíveis.

Você é jogado em cum campo de guerra com até 3 amigos  e juntos vocês devem defender uma região dos alienígenas, porém eles podem aparecer de virtualmente de qualquer lugar, inclusive de baixo de seus pés, tonando as partidas mais desafiadoras e imprevisíveis.

Esse modo também tem armas únicas, como a faca controladora na qual você transforma um inimigo em aliado. Além disso o trabalho em equipe é valorizado ao poder compartilhar armas e equipamentos com os outros integrantes do time – quem ficou sem munição no modo zumbi de “Black Ops II” sabe bem disso. Com isso você pode ajudar seus aliados a ficarem mais tempo vivos, e isso traz momentos que misturam coisas engraçadas com outros mais tensos e desafiadores.

Personagens sem carisma

Como “Ghosts” é uma montanha russa, existem seus pontos altos e pontos baixos. Nem tudo é bom – e as pequenas ressalvas estão espalhadas nos pontos positivos desta análise. Porém nada é mais decepcionante do que os personagens principais.

A história gira em torno dos irmãos Logan e Hesh e o pai deles, Elias. O jogo se esforça a contar uma história onde os irmãos lutam juntos para salvar o mundo da ameaça da Federação e essa parte é bem contada, porém em nenhum momento você vai realmente se importar com os personagens.

Eles são dispensáveis e totalmente sem carisma. A ligação que eles são irmãos e que devem fazer de tudo para se ajudar é jogada na sua cara o tempo todo, porém esse esforço da Infinity Ward é fútil, pois Logan é o típico soldado mudo de “CoD” e Hesh é só um chato que fica mandando Logan fazer as coisas realmente perigosas, como se quisesse ferrar seu irmão e não se arriscar.

Em nenhum momento senti que essa ligação entre os personagens fosse algo realmente importante para a história. Se você fosse apenas um soldado acima da média disposto a fazer qualquer coisa para salvar o mundo, seria melhor e mais coerente. Mas “Ghosts” se enrola com o drama familiar que é totalmente dispensável.

Os Prós

  • Mesmo com clichês, a história é boa;
  • Gráficos sensacionais;
  • Crie seu soldado;
  • Mapas maiores e melhores;
  • Modo Extinção é muito divertido;

Os Contras

  • Personagens sem carisma

Conclusão

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“Call of Duty: Ghosts” é um jogo que faz bem o seu papel, trazendo a ótima ação típica da série, com novidades substanciais para os modos multiplayer e com uma história de ação bem bacana. Existem momentos realmente emocionantes e tensos.

El traz muitas novidades substanciais para o multiplayer que o fã vai gostar. Mapas maiores que permitem mais estratégias agora fazem parte do cardápio, sem falar da criação de soldados que é bem substancial e que promete fazer com que seu soldado fique realmente alinhado com seu estilo de jogo.

Além dos personagens principais do modo de história, que são completamente sem sal, não há muito que falar mal. “Ghosts” segue a receita de sucesso e se arrisca pouco, mas nem por isso deixar de ser um ótimo game. Se você é fã, certamente vai gostar.

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 Fonteuol

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