Câmera NEX-3K faz fotos boas sem esforço

Digital com lentes intercambiáveis da Sony dá show nas imagens

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Com visual inovador, a Sony Alpha NEX-3K (14,2 megapixels) está na nova categoria de câmeras, que traz lentes intercambiáveis que apostam no corpo reduzido das compactas e no grande sensor das reflex. As capturas da NEX-3K são realizadas através de uma lente de zoom de 3 vezes, num equivalente 35mm de 27-83mm e um sensor CMOS de tamanho avantajado, o qual produz instantâneos e vídeos muito superiores em situações de baixa luminosidade.

Por conta de seu formato e peso é possível usar a NEX-3 com uma só mão, mas nem sempre. O controle do zoom é feito somente girando o anel de zoom da lente – o que torna a tarefa mais precisa. A curva da parte esquerda (onde fica o botão do disparo) permite que o usuário não se preocupe com o manuseio da câmera. Na minha mão, que considero grande, a “compacta” tem uma pegada realmente boa e, para donos de mãos menores, essa característica deve melhorar.

Construído em plástico do tipo policarbonato, a sensação que o corpo da câmera passa é de bem acabada, mas não tanto quanto se fosse feita em liga de magnésio, material aplicado nas melhores reflex e também na irmã NEX-5, que ainda não chegou oficialmente ao Brasil. Comparando o volume ocupado pela câmera desta análise com as DSLR Nikon D5000 e Canon T2i, a NEX-3 é 63% e 58% menor, respectivamente. A massa, de 492g com bateria e objetiva, também é reduzida: está 382g abaixo da Nikon e 232g da Canon.

Ainda sobre o design desta Alpha, quando colocada lado a lado com a Samsung NX10, que também é uma câmera híbrida, as diferenças ainda são gritantes. A máquina da fabricante coreana, ao contrário da NEX-3, manteve o visor ocular eletrônico, o chamado EVF (daí a recente categoria de câmeras EVIL, sigla do inglês que significa “câmera de visor eletrônico com lentes intercambiáveis”). Dessa maneira, a NX10 é maior e compartilha maior número de semelhanças com as reflex – inclusive a pegada melhor.

Visor excelente, flash medíocre

Podemos adivinhar o que pensaram os engenheiros da Sony que, quando decidiram eliminar o EVF, tiveram a certeza de que o monitor tinha de ser o melhor possível. E talvez eles tenham conseguido. Sem dúvida, a tão aclamada tecnologia TruBlack faz da tela da NEX-3 uma das melhores que já passou pelo INFOlab, quando expostas ao brilho do sol. O LCD de três polegadas, de 921 mil pixels e em formato 16:9, apresentou muito maior contraste, relativamente ao de outros dispositivos. A possibilidade de mover a telinha para cima e para baixo é fantástica. De qualquer maneira, contudo, um visor ocular faria melhor o trabalho em ambientes externos.

O corpo achatado da Alpha também tem outro motivo: ela não tem flash. Em vez dele, os japoneses incluíram no pacote uma pequena unidade externa, a ser encaixada e rosqueada na parte superior da câmera. Apesar de trabalhoso e fácil de perder, o flash apresentou desempenho melhor que o das compactas – ainda que pior que o das reflex.

Como a operação da câmera tem de ser realizada integralmente através do visor LCD, a vida da bateria tende a diminuir, relativamente. A Sony manda uma unidade de Info-lítio 1650 mAh, com capacidade nominal para 330 fotos, 70 abaixo da concorrente direta Samsung NX10 e 180 a menos que a reflex Nikon D5000.

Guia fotográfico embutido

A NEX-3 não é voltada para profissionais. Por mais que possam dizer que estou errado, há visível dificuldade em acessar configurações como o modo de operação (automático, manual, prioridade de abertura) e em ajustar ISO, velocidade, abertura. Tudo é feito por menus. Mudar o modo do autofoco chegou ao absurdo de demandar seis acionamentos de botão – o que, numa reflex, é feito ao deslizar uma chave na objetiva.

Outra evidência disso é a existência do guia fotográfico, uma mistura entre um manual interativo e um livro para aprendizado rápido de foto digital. Muito intuitivo, está sempre a um botão de distância e possui tanto conselhos sobre a operação da máquina (“aperte meio botão para fixar o foco”), quanto conceitos de fotografia (“converse com as crianças antes de clicar para obter retratos espontâneos”).

Uma capacidade intrigante da máquina é o panorama 3D. Com um modo dedicado somente para este gênero de imagens, a NEX-3 solicita ao usuário, após o disparo, mover a câmera para a direita lentamente, enquanto ela realiza as capturas automaticamente. O resultado é instantâneo, porém, para ser visto em três dimensões, é necessário transmitir o sinal da câmera para uma TV 3D, através da saída mini HDMI. A conexão com o PC é feita via mini USB.

Sensor digno de uma reflex

Se há uma vantagem real da NEX-3 em relação às câmeras compactas, ela é o tamanho de seu sensor. No formato APS-C, o chip de imagem CMOS desta Alpha é 50% maior que os empregados nas câmeras Micro Four Thirds, como a Panasonic G1, e 12 vezes maior que uma compacta padrão, como a Panasonic ZS7.

Na prática, isso significa grande fidelidade na reprodução de cores e, principalmente, melhor comportamento da câmera nas altas sensibilidades. Em ISO 800, por exemplo, os detalhes das capturas (em RAW ou JPG) da NEX-3 estavam perfeitamente visíveis. Com a amplificação do sinal puxada para o alto ISO 12800, as fotos, inesperadamente, permaneceram aceitáveis – mas nada além de aceitáveis.

Os 14 megapixels de resolução que o sensor é capaz de gerar são, de longe, mais que o suficiente para qualquer usuário – a menos que você queira imprimir outdoors com fotos da sua compacta. Os arquivos RAW capturados são do tipo ARW, compatível com o Adobe Camera Raw e existe a possibilidade de, a cada clique, gerar um arquivo com compressão e outro sem. O modo de disparo contínuo chega a sete quadros por segundo.

O vídeo, em MP4 H.264 720p, possui autofoco ao longo da sua gravação. O foco é reajustado automaticamente ou toda vez em que o botão do obturador e não tem a suavidade comum entre as filmadoras. Com a profundidade de campo rasa (e, portanto, efeito de desfoque visível), isso significa filmes muito mais interessantes que qualquer compacta consegue fazer. Há dois microfones embutidos, um para o canal esquerdo e outro para o direito que, como era de se esperar, não captam algo que se aproxime do bom áudio.

Baixa disponibilidade de lentes

A lente que acompanha o kit é uma 18-55mm, de abertura f/3.5-5.6 e com estabilizador de imagem. Graças ao fator de corte de 1,5 vez, isso dá um equivalente em 35mm de 27-82,5mm, ou seja, é o suficiente para o dia-a-dia, mas não é versátil o suficiente para quem se acostumou com uma superzoom. A construção da objetiva, em metal que lembra aço inox, a deixa com ar de sofisticada e os anéis com movimento de manuseio agradável.

Outras objetivas compatíveis com a rosca E-mount desenvolvida especialmente para as NEX são, atualmente, uma 16mm f/2.8 e uma 18-200mm f/3.5-6.3, não vendidas separadamente no Brasil. A Sony já planeja mais sete lentes, de macro a teleobjetivas, as quais serão lançadas ao longo do próximo biênio. Um adaptador, vendido a US$ 200 lá fora, permite que vidros com a rosca Alpha sirvam para a NEX, com foco manual.

A outra versão disponível desta Alpha, no Brasil, é a NEX-3a, acompanhando, ao invés da lente do kit, a grande-angular fixa 16mm 2.8 pancake. Ela sai por R$ 500 a menos que a desta análise, mantendo todas as outras especificações.

_fonte www.info.abril.com.br

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