Photokina 2010, o que os amadores irão ver

Photokina 2010 será em Colônia, na Alemanha

A Photokina, tida como a mais importante e tradicional feira de fotografia do mundo, acontece agora de 21 a 26 de setembro de 2010 em Colônia, na Alemanha. Um press-release pela organização dá uma boa dimensão das novidades e tecnologias esperadas neste evento na área da fotografia amadora. As expectativas, como sempre, é diminuir cada vez mais a dificuldade do amador de conseguir fotos a nível profissional – missão a que os grandes fabricantes de câmeras digitais e vídeo estão se empenhando com grande energia. Leia abaixo o press-release para conhecer o que o fotógrafo iniciante e amador pode esperar do mundo das imagens a partir de agora na visão dos organizadores da feira.

Release (divulgação) Photokina Cologne 2010


Planta da Photokina 2010

Entre 21 e 26 de setembro de 2010, quando as maiores empresas e profissionais mais respeitados em fotografia a nível mundial estiverem reunidos na Photokina Cologne 2010, os visitantes irão descobrir porque a fotografia continua sendo reinventada.O mundo das imagens tem capacidade inovadora de criar e desenvolver novas idéias, que promete revolucionar novamente o modo como se tira, processa, armazena e se convive com fotografia em nosso tempo.

Entrevistas e anúncios antecipados de exibidores mais uma vez celebram a superação de obstáculos tecnológicos que até pouco tempo eram considerados impossíveis, e desse modo abrem novas dimensões no mundo da fotografia.

A fotografia está passando por rápidas mudanças

Os mesmo equipamentos podem ser utilizados para tirar fotos e gravar vídeos, e os resultados podem ser vistos, processados, armazenados e compartilhados do mesmo modo. Filmadoras estão se tornando câmeras fotográficas, e o contrário idem. Mas esse é só o primeiro passo, desde que os sistemas de gravação digital a serem exibidos na Photokina podem até tirar fotos e filmar ao mesmo tempo. Esses sistemas asseguram automaticamente que ninguém perca o momento certo de conseguir imagens, simplesmente se apertando um botão. Sistemas automáticos inteligentes tomam conta do resto e podem até mesmo selecionar a melhor foto de uma série.Este é o caso, por exemplo, da nova Canon Ixus 1000 HS.

A dúvida entre filmar e fotografar também ficou irrelevante para quem se quiser uma cópia impressa de uma imagem em 10×15 cm – que pode ser extraída de um vídeo em HD. Os novos quiosques da Kodak tem um recurso para extrair fotos de vídeos, enquanto a função “full HD movie print”, da impressora Canon Pixma (iP4850) também permite imprimir imagens individuais de clips de vídeo.

O que é mais importante na confluência entre os formatos de foto e vídeo é não apenas que eles permitem que um único equipamento possa tanto fotografar como gravar filmes em full HD, como esse mesmo equipamento oferece modos de enviar as imagens resultantes para redes sociais, como Youtube, Facebook e outras. Além de permitir que o entusiasta de vídeo ou fotografia escolha que o colocar online, novos equipamentos são comercializados com softwares (exemplo, o Nikon ViewNX2), que podem automaticamente conectar o usuário na internet quando a câmera é conectada ao PC ou notebook, e se necessário, converter as imagens de acordo com as exigências da WEB (exemplo, a Panasonic HDC-SDX1).

A última geração da série PJ das câmeras digitais Nikon Coolpix não apenas apresentam suas própria fotos e vídeos numa parede ou tela com seu projetor integrado, mas também podem fazer apresentações num laptop ou PC. E as novas câmeras digitais da Kodak agora vem com um botão integrado “Compartilhar”, que permite aos usuários marcarem fotos, de modo que as fotos selecionadas são transmitidas automaticamente para os sites sociais, ou para o site da Kodak Gallery, quando a câmera está conectada a um computador.

As extensões do momento

O tempo em que uma única foto era suficiente para testemunhar um momento importante é passado. No futuro, a foto perfeita será constituida de várias fotografias compostas. As últimas câmeras digitais da Canon, Fuji, Nikon, Olympus e Ricoh usam várias fotos feitas em sequência para montar uma única imagem. O processador de imagem faz isso selecionando os melhores detalhes de um certo número de fotos e as colando juntas para criar uma foto perfeita. Isso também pode ser utilizado para resolver fotos com muito ruído tiradas em condições de pouca luz, é o caso da Ricoh CX4, que tem um recurso “night landscape multi-shot”, que combina quatro exposições numa única foto para reduzir o ruído.

As últimas gerações da Sony Cybershot tais como a TX9 reduz ruído em cores tirando até seis fotos separadas, que são então combinadas para juntar os melhores detalhes numa nova fotografia.

Outro recurso da Sony é o modo de desfocagem do fundo (Background Defocus), pelo qual a câmera tira duas fotos: uma com o primeiro plano em foco perfeito, e outra com o fundo totalmente desfocado. Como resultado, mesmo uma câmera compacta pode criar uma imagem que geralmente só câmeras SLR podem conseguir com grande abertura de diafragma. O recurso “pro focus” das novas câmeras compactas da Fuji utiliza similarmente duas ou três fotos separadas.

Fabricantes de câmeras também estão usando técnicas multi-fotos para ajustar o alcance dinâmico, de modo que as áreas claras e escuras no motivo possam mostrar ótimos detalhes. Por exemplo, quando no modo HDR, a nova Canon Powershot S95 tira três fotos com diferentes exposições e então as combina para conseguir um alto desempenho de amplitude dinâmica da imagem.

Contornando as leis óticas

Outro exemplo de como as novas técnicas de software multi-fotos estão sendo usadas são as iamgens panorâmicas, formadas pela junção de várias imagens, superando os limites da distância focal da lente utilizada. QUando usada com cuidado e rigor, os fotógrafos podem conseguir montá-las no PC ou na própria câmera (recurso já disponível em modelos da Sony e da Fujifilm).

As técnicas de disparo múltiplo também estão sendo usadas para controlar o quanto a imagem ficará em foco. Para isso, muitas fotos individuais são tiradas em diferentes distâncias e posteriormente juntadas da frente até o fundo para criar uma única imagem com foco total. Uma tecnologia bem recente que está sendo esperada para apresentação na Photokina, com várias aplicações patenteadas, é a combinação de fotos feitas com e sem flash para criar imagens praticamente livres de ruído com qualquer luz disponível.

Avançando da terceira dimensão

Imagens 3D não estão apenas revolucionando Holywood, mas chegando as salas de visita igualmente. Um negócio que gerou discussões acaloradas na Photokina no passado agora está se tornando um recurso dominante. As câmeras fotográficas e filmadoras que gravam imagens 3D em alta qualidade estão tendo grande sucesso. Como resultado, câmeras e filmadoras, mais lentes, com capacidade 3D estarão entre os destaques da Photokina deste ano. A Panasonic, por exemplo, irá apresentar uma lente 3D para sua série G Micro System de modelos digitais, além de outras empresas mostrarem filmadoras e TVs de capacidade 3D.

Deoius de ter revelado e iniciado a fotografia tri-dimensional na Photokina 2008, a Fujifilm estará agora apresentando a próxima geração de equipamentos na feira de Cologne: a FinePix Real 3D W3. Esta nova câmera tem dois sistemas separados de gravação de alta qualidade, permitindo ao usuário tirar fotos de 10 megapixels filmar vídeo HD. As pessoas não irão precisar de óculos 3D para experimentar o efeito tridimensional no visor da câmera. As fotos poderão ser vistas em qualquer TV 3D para uma experiência ainda melhor. Entre os recursos avançados da nova geração de câmeras 3D estão disparo por tempo não sincronizado entre as imagens da direita e esquerda, um modo de Intervalo, e controle de paralaxe que permite ao usuário ajustar a imagem 3D.

Expandindo a criatividade

O grande número de recursos automáticos está tornando progressivamente mais fácil aos entusiastas de vídeo e fotografia conseguir bons resultados. Usuários não precisam mais de ter conhecimentos fotográficos para tirarem fotos ou vídeos com aspecto profissional. Em muitos casos, os usuários só terão que apertar um botão para tirar uma foto tecnicamente perfeita de uma determinada cena. Ao mesmo tempo, o número de ajustes estão se tornando praticamente ilimitados. O equipamento fotográfico poderá agora criar fotos limitadas apenas pela imaginação dos usuários. Como resultado, não há limites para a criatividade.

Ajustes e efeitos de imagens anteriormente obtidos em computadores com softwares poderosos, agora podem ser produzidos quando se tira ou revê a foto na própria câmera. A Olympus foi a pioneira nesse campo com suas funções de filtro ART e Magic Filter. Quase todos os fabricantes agora oferecem modos de disparo e efeitos diversos nos últimos modelos. Além disso, alguns modelos também tem recursos que simulam efeitos de filmes convencionais (como a Fujifilm Finepix F300EXR).

Os efeitos abstratos são complementados com funções de otimização de imagem que permitem que as câmeras automaticamente editem as fotos. Nas últimas gerações de produtos, os fabricantes estão oferecendo funções tais como o “Smart Crop” da Samsung e outros.

fonte :  www.marcosmattos.net

Saiba como surgiram as câmeras fotográficas digitais

O desenvolvimento das câmeras digitais tem sua origem nas pesquisas militares durante a Segunda Guerra nos Estados Unidos. Assim como o computador teve grande impulso neste período, as comunicações digitalizadas por meio de mensagens criptografadas foram testadas e utilizadas como táticas de guerra.

A Guerra Fria deu um grande impulso ao surgimento da Internet, pois os militares norte-americanos queriam desenvolver um sistema de comunicação integrada que não ficasse baseado em um ponto central —e sim em vários pontos ou nós, que seriam ao mesmo tempo servidores e clientes de uma grande rede de informações.

Filho do mesmo período da Guerra Fria, o programa especial norrte-americano foi o responsável pelo desenvolvimento da tecnologia fotográfica digital. As primeiras imagens digitais —ou capturadas sem filme— foram feitas pela sonda Mariner 4, em 1965, e registraram a superfície de Marte. Ao total foram feitas 22 imagens em branco e preto, que tinham na época 0,04 megapixels (400 pixels) e levaram quatro dias para chegar à Terra. Tecnicamente estas imagens ainda não eram totalmente digitais, pois utilizavam os princípios analógicos de captura do sistema de televisão.

Um ano antes, em 1964, a RCA criava em seus laboratórios o primeiro circuito CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor), que viria ser o embrião do CCD (Charged Coupled Device), que equipa as câmeras digitais atuais e que é responsável pela captura das imagens. O CMOS é um pequeno circuito que utiliza muito pouca energia e guarda informações como data, hora e parâmetros de configuração de sistemas. Ele é utilizado em aparelhos portáteis e computadores.

O primeiro CCD foi desenvolvido pela Bell Labs em 1969, e teve sua primeira versão comercial feita pela Fairchild Imaging em 1973. Tinha o nome de 201ADC e capturava imagens com resolução de 0,01 megapixels (100 pixels).

Primeiro CCD
Em 1975, a Kodak apresentou o primeiro protótipo de câmera sem filme baseado no CCD da Faichild Imaging, A máquina pesava (pasme) 4 quilos e gravava as imagens em uma fita cassete. No ano seguinte, a própria Fairchild lançaria a primeira câmera sem filme para uso comercial da história, a chamada MV-101.

A primeira câmera totalmente digital foi a Fairchild All-Sky Camera. Ela foi um experimento desenvolvido pela Universidade de Calgary, no Canadá, baseado no CCD 201ADC da Fairchild. Ela obteve o status de digital, pois foi a primeira que utilizou um microcomputador, o Zilog Mcz1/25, para processar as imagens capturadas.

Mas o primeiro grande impulso para o mercado consumidor ocorreria em 1981, quando a Sony lançou a primeira câmera digital. O modelo Mavica, que capturava imagens de 0,3 megapixels (300.000 pixels), custava algo em torno de US$ 12 mil. Ela tinha capacidade para armazenar até 50 fotos nos Mavipaks, que eram disquetes de 2 polegadas percursores dos disquetes de 3 œ polegadas, inventados também pela Sony.

A Mavica (Magnetic Video Camera), era basicamente uma câmera de TV que congelava imagens. Ela utilizava três CCDs responsáveis pela captura colorida.

Em 1988, a Sony lança as Mavicas C1 e A10 Sound Mavica, com captura de áudio, que custavam US$ 230 e US$ 350 respectivamente, tornando a tecnologia digital mais acessível ao consumidor.

Antes disso, em 1984, durante a Olimpíada de Los Angeles, a Canon utilizou seu protótipo de câmera de vídeo estático em parceria com o jornal japonês Yomiuri Shimbum para transmitir, dos Estados Unidos para o Japão, via telefone, fotos de 0,4 megapixels. As imagens levaram meia hora para ser enviadas, e fizeram o Yomiuri dar um banho nos outros jornais, que dependiam de aviões para levar os filmes.

Popularização do formato
Mas as câmeras digitais só se tornaram populares na década de 1990. O modelo Dycam I tirava fotos em branco e preto com resolução de 320 x 240 pixels e podia armazenar até 32 imagens em 1 MB de memória interna —as fotos podiam ser transferidas para o computador utilizando um cabo serial. A Kodak também lançou nesta época a DCS-200, que possuía um disco rígido para guardar as fotos e tinha resolução de captura de 1,54 megapixel, quatro vezes mais que as câmeras de captura de vídeo estático existentes.

Em 1994 a Apple lançou a Quick Take 100, uma câmera digital colorida com resolução de 800 x 640 pixels e lentes de foco fixo de 50 mm. Ela podia guardar apenas 8 fotos em sua memória interna, o que era pouco, mas abriu as portas para um novo modelo de negócios. Enquanto isso, também em 1994, a Olympus lançava a Deltis VC-1100, a primeira câmera com um sistema de transmissão de fotos integrado, que permitia enviar as imagens por modem ligados a telefones fixos ou celulares para outras câmeras ou computadores. A Deltris fazia imagens com resolução de 768 x 576 pixels e já armazenava as fotos em cartões de memória removível.

A corrida continuou, e em 1995 a Ricoh lançou a RDC-1, primeira câmera digital a capturar imagens em movimento com som, além é claro, de imagens estáticas. A Hitachi, em 1997, colocou no mercado sua MP-EG1, que foi a primeira câmera digital a transferir para o computador vídeos no formato MPEG. Neste mesmo ano, a Sony lançou a Cybershot DSC-MD1, que foi a primeira a gravar imagens a laser em pequenos discos plásticos no formato JPEG. Em 1998, a Fuji introduziu a IN-Printer Camera, que gravava as fotos em cartão e permitia imprimir imagens do tamanho de um cartão de crédito diretamente da máquina.

A partir daí as empresas começaram uma disputa por dar mais resolução e capacidade de armazenamento para as máquinas. Hoje em dia, enquanto as câmeras de uso pessoal estão chegando aos 10 megapixels de resolução, as câmeras profissionais já ultrapassam os 15 megapixels. Ainda não sabemos que novidades e tecnologias vão surgir nesta área, mas não é difícil imaginar transmissão sem fio de fotos para o PC, impressão remota, publicação direta em blogs.

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O que é o ISO na fotografia digital

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Antes de mais é melhor dizer que, na fotografia tradicional, é o ISO que indica a sensibilidade da película à luz. Usualmente a película fotográfica vem com um número associado: 100, 200, 400, 800… Quanto menor o número associado à película, menor a sensibilidade da película à luz; significando que o grão da película é mais fino, logo deixa “entrar menos luz”. Portanto, quanto menor a iluminação maior deverá ser o valor do ISO (ASA) da película.

 ISO na fotografia digital

No mundo da fotografia digital o ISO tem “quase” a mesma função da fotografia tradicional, só que vista de outra forma: o ISO mede a sensibilidade do sensor da luz da câmara fotográfica. Aqui a ideia é a mesma, quanto menor o ISO, menor a sensibilidade da câmara à luz, obtendo um grão da imagem mais fino.

Algumas da situações onde pode aumentar o ISO são:

  • Desportos de interior, onde existe movimento e menos luz;
  • Concertos, onde existe movimento e não se pode usar flash;
  • Igrejas onde não tenha tripé e não possa usar o flash;
  • Festas e eventos em locais mais escuros onde não se pode usar flash.

É usado um ISO muito elevado quando existe pouca luminosidade, fazendo com que o obturador funcione a velocidades mais elevadas (ótimo em desportos de interior). Porém o ISO tem um custo, e a verdade é que se for desmaiado elevado, dependendo da câmara fotográfica, maior o ruído (os píxeis da imagem ficam cada vez maiores, e em vez de se ver uma imagem começam a ver-se os pontos que constroem uma imagem). Se fizer um zoom à fotografia verá que o grão da imagem começa a perceber-se. A diferença entre um ISO 400 e um de 800 neste caso já é visível.

Veja a diferença de uma fotografia com ISO 400 para uma com ISO 800

fotografia com ISO 400

ISO 400

fotografia com ISO 800

ISO 800

O ISO considerado normal é o ISO 100, pois é o que permite obter fotografias mais vivas com o menor ruído/grão. Teoricamente o ideal será fotografar em ISO 100 caso tenha as condições de iluminação ideais.

Também poderá usar o ISO em modo automático, onde a câmara fotográfica adapta o ISO às condições, tentando mantê-lo o mais baixo possível, mas se existe a oportunidade de o selecionar de acordo com o que pretende, porque não usá-lo?

Se optar por definir o seu ISO terá de considerar o impacto que isso terá na abertura (f) e na velocidade do obturador (tempo de exposição) para obter a exposição correta da fotografia. Por exemplo, se aumentar o ISO de 100 para 200 ou 400… perceberá que poderá fotografar com velocidades mais elevadas ou aberturas menores.

Quando selecionar um valor para o ISO deverá questionar se: o objeto está iluminado o suficiente, se está a usar um tripé ou não, se quer uma fotografia com mais ou menos grão, se o objeto está em movimento ou não.

Se existir luz suficiente, e quiser pouco grão, e estiver a usar um tripé e o objeto estiver parado poderá usar o valor ISO mais baixo.

Porém, se existir pouca iluminação, e quiser grão na imagem, e não tiver um tripé à mão e o objeto a fotografar estiver em movimento, terá de aumentar o ISO para conseguir fotografar com um obturador a maior velocidade e conseguir uma boa exposição.

Para perceber melhor o funcionamento do ISO o ideal é experimentar com a mesma abertura e velocidade os diferentes ISO, desta forma perceberá a diferença e poderá dar um uso ao ISO adequado a cada situação.

Comparação entre máquinas fotográficas digitais e analógicas

Lente de câmara fotográfica

Há vários aspectos a ter em conta antes de comprar uma câmara fotográfica digital e não estamos a falar somente do custo, visto que as câmaras digitais são tendencialmente mais caras que as câmaras fotográficas analógicas, se bem que o seu custo tem decrescido com o passar dos anos. Portanto antes de adquirir uma câmara deve ter em conta alguns detalhes.

Um dos principais factores a ter em conta quando pretender comprar uma câmara digital, é definir qual será a sua principal finalidade.

  • Se a intenção é a de fotografar locais fechados, o flash é um factor determinante;
  • Se for fotografar momentos de acção, como sejam eventos desportivos, ou imagens estáticas, isto determinará o tipo de visor e lente a escolher;
  • Se pretender fotografar amplas paisagens, cenários complexos, ou ampliação de detalhes (close ups), já que isto irá determinar a distância focal da lente de que precisará e se necessitará de uma lente de zoom, lentes auxiliares ou uma lente macro;
  • Que tipo de utilizador é? Esta questão irá ajudar determinar quantos controles manuais deverá a máquina fotográfica ter, pois estes aspectos variam consoante seja um utilizador casual, amador sério ou fotógrafo profissional.
  • As fotografias serão impressas como instantâneas ou serão utilizadas em documentos ou publicações? Serão para enviar por e-mail ou para colocar numa página de internet? A resposta a estas questões condicionará a resolução máxima necessária da câmara digital, visto que em cada situação exige uma resolução específica.

A tabela, abaixo apresentada, visa ajudar e simplificar a sua escolha através da exibição dos aspectos positivos e não tão positivos da câmara digital face à c âmara analógica.

Pontos a ter em conta Câmaras fotográficas digitais Câmaras fotográficas analógicas
Imediatismo As imagens estão imediatamente disponíveis As imagens só estão disponíveis após o rolo do filme ter sido usado e revelado
Resolução Resolução é baixa se comparada com o filme. Até as máquinas fotográficas digitais com mais de 1 milhão de pixels só são boas para fotos 4×6 e talvez 8×10 Excelente, centenas de vezes mais que as máquinas de fotografia digital. Pode fazer ampliações 16×20 polegadas a partir dum filme de 35mm
Armazenamento Suportes magnéticos ou ópticos somam-se ao custo da imagem Negativos e slides são armazenados neles próprios mas devem ser guardados em embalagens apropriadas para protegê-los e facilitar o manuseio
Longevidade Os meios de armazenamento digital podem não ser legíveis no futuro devido a mudanças de formatos e dispositivos de leitura Slides e fotos sempre podem ser vistos sem dispositivos especiais, e slides negativos podem durar facilmente um século ou mais
Custo O custo do filme e revelação é eliminado, assim pode fotografar sem nenhum custo. Porém, existem custos adicionais quando armazena ou imprime. Custos de bateria também serão insignificantes Filme tem que ser comprado e revelado. Porém, a partir daí não há nenhum custo adicional, a menos que queira ampliações ou cópias adicionais (estas fotos podem ser digitalizadas posteriormente através de um scanner)
Controles criativos Todas as máquinas fotográficas digitais carecem dos controles encontrados na maioria das máquinas fotográficas de qualidade, excepto as digitais mais caras. A escolha de lentes ainda é muito limitada Controles de nível profissional são encontrados até mesmo nas de 35mm mais baratas. Também existe uma extensa escolha de lentes para a maioria dos modelos.

Apresenta-mos agora uma nova tabela, esta apenas com características importantes na selecção da sua câmara fotográfica digital.

Opções Comentários
Lentes Distância focal Determina o ângulo de cobertura
Abertura máxima Aberturas maiores são melhores em baixa luz ou quando se captura um movimento
Zoom e alcance Zooms ópticos são melhores que zooms digitais
Intercambiáveis Lentes intercambiáveis permitem mudanças da distância focal
Flash Rígido, embutido na máquina Tende a dar iluminação directa e faz o olho sair vermelho. Só uma edição posterior da imagem pode retirar este efeito
Rotativo, embutido na máquina Permite colocar a luz nas paredes ou tectos para obter efeitos. Mais utilizado por fotógrafos profissionais
Conexão por cabo sincronizado Permite remover o flash da máquina fotográfica
Sapata de contacto Monta um flash na máquina fotográfica e faz conexões eléctricas ao sistema de exposição
Redução do efeito olho vermelho Dispara o flash primeiro para fechar a íris da pessoa fotografada, antes de disparar o segundo flash, usado para tirar a foto
Modo desligado Permite desligar o flash de modo a não disparar quando você não quer que isso aconteça
Memória Removível Permite trocar cartões de memória e continuar a fotografar
Tipo Cartão de memória é o mais popular
Capacidade Quanto maior a capacidade maior será o armazenamento
Descarregar para o computador Porta serie Conexão lenta a cabo
Porta paralela Conexão a cabo lenta
Porta USB Conexão a cabo rápida
Infravermelho Conexão sem fios lenta
Impressora Algumas máquinas fotográficas permitem enviar fotografias directamente à impressora
Leitor de Cartão de Memória Modo rápido para transferir arquivos
Visor LCD Óptimo para rever imagens, mas não tão bom enquanto fotografia, excepto em circunstâncias especiais. Consome muita energia, logo reduz o tempo de bateria.
Óptico (acoplado ao zoom) Visores ópticos são melhores para tirar fotos, se a máquina tiver uma lente de zoom, o visor dever estar acoplado a ela
Através da lente (reflex) Vê-se tudo direito, correctamente
Auto exposição Completamente automático Estas opções são para uso mais profissional e artístico
Abertura preferente
Obturador preferente
Manual
Compensação e alcance
Sensor de imagem CCD Sistemas digitais de tipologia captura de imagem
CMOS
ISSO Tipo mais comum e utilizado, idêntico ao sistema analógico

FONTE  www.omeuolhar.com.br