Resident Evil 6 detonablog

Um dos jogos mais esperados de 2012 chega aterrorizando os consoles desta geração. Veja aqui uma analise de Resident Evil 6, o novo título de uma das franquias mais populares da história e conclui: o jogo até atende às expectativas, mas continua mostrando que a sua essência ficou em um passado bem distante.

O retorno do clássico

Desde que os videogames surgiram, algumas franquias revolucionaram gêneros. Resdent Evil foi uma delas. A série da Capcom ousou ao levar um enredo repleto de ação, terror e diversos quebra-cabeças ao longo do caminho. Tamanho foi o sucesso, que outras dezenas de títulos foram lançados em seguida, além de livros, revistas em quadrinhos e até mesmo filmes.

Só que diante deste sucesso, a Capcom resolveu inovar, levando a franquia a um caminho mais focado na ação, o que agradou alguns e incomodou outros. Sendo assim, a empresa se viu em meio a um dilema, e Resident Evil 6 mostra muito bem o quanto essa opinião do público anda dividindo seus produtores.

O resultado é um game com uma mecânica toda desenvolvida em cima daquela utilizada em Resident Evil 5, e com uma busca por alguns elementos esquecidos pelo passado, como os sustos, os puzzles e aqueles que são os protagonistas da série: os zumbis. Isso é bom? Depende, afinal, os fãs da franquia continuam bem divididos em relação às suas opiniões.

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Histórias que se cruzam

Assim como em Resident Evil 2, o jogador conta com campanhas diferentes, que em determinado momento se encontram no jogo. Só que, dessa vez, elas não se diferenciam apenas pelo caminho alternativo, mas por elementos que mexem com a jogabilidade e com o próprio sentido do enredo.

Leon e Helena remetem o jogador a uma viagem no tempo. Com um cenário escuro e repleto de zumbis, a campanha lembra os primeiros títulos da franquia, principalmente por apresentar a devastada cidade de Tall Oaks -de uma forma semelhante a Raccon City de Resident Evil 2. As balas são mais escassas do que o normal, e os zumbis surgem até o último momento da história, isso sem falar dos sustos e a volta dos dos puzzles – mesmo que seja simples de serem solucionados.

Com Chris Redfield e Piers Nivan, Resident Evil 6 deixa todos os elementos de lado e parte para um frenético game de ação. Ao invés de zumbis limitados, criaturas inteligentes o suficiente para utilizar armas e um combate corpo a corpo mais efetivo. Essa é sem dúvida a campanha que causa mais reclamação por parte dos antigos fãs da franquia, mas que agrada aos adeptos dos jogos de ação em terceira pessoa. Já o enredo foca o lado emocional dos personagens e apresenta uma série de reviravoltas inesperadas.

Já a campanha de Jake Muller e Sherry Birkin tem o intuito de aumentar a adrenalina do jogador. Nada de puzzles ou combates táticos, a melhor estratégia de sobreviência é fugir e evitar ao máximo os combates, seja contra o monstro perseguidor, Ustanak, ou contra os inimigos que surgem de todas as partes. Uma mera semelhança com Resident Evil 3 pode ser notada nos momentos de perseguição contra Ustanak, uma vez que a criatura lembra muito o vilão Nemesis.

Para terminar, a campanha de Ada Wong – que é habilitada após completar as outras – consiste em preencher algumas lacunas da trama e apresentar ao jogador puzzles um pouco mais complexos que a campanha de Leon, mas nada perto dos complicados quebra-cabeças dos primeiros games da franquia.

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Resident Evil 5 evoluído

Não há como negar, a jogabilidade de Resident Evil 6 é praticamente a mesma do título anterior, fora algumas melhorias. A impossibilidade de mirar e andar, que tanto incomodava, finalmente foi exumada, dando lugar a uma mobilidade eficiente e um sistema de mira que varia. Isso porque algumas armas simplesmente não cooperam, principalmente rifles com miras mais precisas. Não há como estabilizar perfeitamente o alvo, independente da arma utilizada. Mesmo que uma habilidade referente a isso seja comprada.

Ainda sobre as habilidades, elas caíram como uma luva em Resident Evil 6. Se antes evoluir determinadas armas era uma obrigação, agora escolher melhor as suas habilidades é o diferencial para encarar as campanhas nas dificuldades mais elevadas. E graças a uma pontuação baixa, os interessados em evoluir cada uma delas precisam jogar em níveis cada vez mais altos em busca de recordes a serem batidos.

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A cooperação também está mais eficiente. Os aliados controlados pelo computador funcionam muito bem, seja ajudando seu personagem abatido, ou dando a cobertura necessária. E não estranhe se ele chegar ao ponto de eliminar determinado chefe de fase. Sim, eles fazem isso de uma forma surpreendente. Ruim para os heróis de plantão e muito bom para os menos pacientes.

Só que nada chega perto da evolução do sistema de combate corpo a corpo. Na campanha de Leon, onde os zumbis são mais lentos e as balas mais escassas, a solução é apelar para golpear os pobres mortos-vivos. E o que deveria ser uma opção desesperadora, acaba sendo a solução para sobreviver e guardar sua munição para momentos mais tensos contra criaturas mais fortes. Dependendo da forma com que você entra em contato com o inimigo, você pode eliminá-lo com um único golpe, ou derrubá-lo para uma execução quando ele estiver deitado. Neste momento, o que vale é a cratividade e a habilidade do personagem.

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Visual já não é mais o mesmo

Se em gerações passadas Resident Evil sempre prezou pela qualidade visual, em seu novo título, não houve este mesmo cuidado. Os personagens principais tentam disfarçar isso. Em expressões faciais bem detalhadas, cabelos ao vento e um tom de pele quase similar ao natural, eles dividem a cena com cenários que deixam a desejar.

A campanha de Leon peca por uma escuridão mal encaixada, que atrapalha mais do que deveria criar um aspecto de tensão nos jogadores. Jogos como Doom 3 e Silent Hill são exemplos de como misturam de forma perfeita a apreensão e a qualidade visual. Mas não podemos deixar de elogiar a variedade de zumbis que surgem pelo caminho. É possível contar mais de 40 tipos diferentes de monstros.

Com Chris e Piers o descuido é mais evidente. Em meio à metrópole chinesa, os personagens são postos em uma espécie de feira em que os caminhos se confundem por apresentar elementos quase idênticos. Em outras palavras, as tendas são praticamente iguais, e a ausência de um mapa amplia ainda mais a confusão. Mudando de cidade, o descaso continua. Casas destruídas e ruas devastadas sem muitos detalhes e com um visual “chapado”. E dessa vez não há uma variedade tão ampla de inimigos.

As outras campanhas seguem a mesma regra, alternando em belos momentos e passagens com um desleixo maior. Entretanto, um elemento continua com a mesma qualidade dos primeiros jogos: as cenas de animação. Elas continuam mostrando os personanges em combates repletos de efeitos especiais e com um realismo que, conjunto aos elementos dramáticos, mexe com o sentimento dos jogadores.

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Modos “Mercenaries” e “Agent Hunt”

O já popular modo Mercenaries também está presente em Resident Evil 6. Os elementos são os mesmos, você precisa sobreviver e eliminar o máximo de criaturas possíveis dentro do tempo. De acordo com a sua pontuação, você receberá uma classificação, e com isso desbloqueará outros personagens e fases do modo.

Já o Agent Hunt é um novo modo exclusivo de Resident Evil 6. Com ele, é possível controlar uma das criaturas do game e “atrapalhar” as partidas de outros jogadores. Através da PSN ou da Xbox Live, você escolhe uma determinada partida e uma criatura. Seu objetivo é simples, derrotar os protagonistas da campanha adversária. Você adquire uma pontuação de acordo com seu desempenho no jogo. Porém, nada compensa o quanto é divertido atrapalhar jogadores que acham que estão diante de uma simples e inofensiva criatura.

Vale ressaltar que você também pode permitir que jogadores controlem as criaturas que surgem no seu modo campanha.

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Bugs

Resident Evil 6 também é marcado por ser um dos jogos da franquia com o maior número de bugs. Alguns deles são simples problemas que surgem em 70% dos jogos, que é o fato do personagem atravessar elementos do cenário, como paredes, objetos ou até mesmo aliados e inimigos.

Entretanto, alguns chegam a beneficiar o jogador, como alguns inimigos que não param de surgir ou simplesmente usar o seu celular no jogo, já que, com ele em uso, os inimigos não atingem você. Mas infelizmente alguns prejudicam e muito sua campanha, como o trenó assassino em que um simples atropelamento é fatal.

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Os Prós

  • Protagonistas clássicos;
  • Sistema de habilidades;
  • Modo Agent Hunt.

Os Contras

  • Visual deixa a desejar;
  • Jogabilidade divide opiniões;
  • Presença de bugs.

Conclusão

Resident Evil 6 mostra que a franquia encontra-se em um dilema: voltar às origens ou levar cada vez mais os jogos para o lado da ação, criando um ambiente frenético onde a fuga e as trocas de tiros dão lugar a tensão, sustos e puzzles. Os gráficos agradam, mas estão longe de encabeçar uma lista de jogos mais bonitos dessa geração.

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Fonte: techtudo

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