Samsung ST5500 transfere fotos por Wi-Fi

Câmera deixa a desejar com pouca luz, mas capricha na conectividade

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A Samsung ST5500, de 14,2 megapixels, pode ser considerada um bom exemplo de convergência digital. Com conexões Bluetooth e Wi-Fi para mandar arquivos sem fio para computadores e celulares, possui, ainda, o recurso DLNA, compatível com grande parte das televisões mais novas. A câmera possui uma lente com zoom de 7 vezes, equivalente a 31-217mm, e uma tela sensível ao toque de 3,7 polegadas, onde a maioria dos comandos são realizados. A máquina é capaz de fazer vídeos em 720p com som estéreo, e a expansão da sua memória é feita via cartão microSD. Achamos que a qualidade da imagem poderia ser um pouco melhor, mas o que dói, mesmo, é o preço: 1699 reais.

A câmera é elegante. De cara, notamos a ausência de botões na sua parte traseira, substituídos pelo enorme monitor de LEDs orgânicos, o qual cobre toda essa parte da máquina, a não ser por uma estreita faixa, que abriga uma textura para evitar deslizes do dedão. O manuseio com uma só mão, aliás, passa a sensação de segurança, em parte graças ao peso baixo (184 gramas). A parte da frente é dominada pela lente, cuja circunferência, de tão grande, chega a “vazar” o limite da parte de cima da câmera. Quando ligada, a objetiva ganha um anel azul, combinando com a luz de status do botão “power”.

O corpo da ST5500 é feito em metal hidroformado (técnica de moldagem que usa água), que parece ser alumínio fosco. O material tem tanto um ar de sobriedade quanto de resistência. Os botões também são bem construídos, assim como a alavanca de zoom, que fica em volta do avantajado botão de disparo. Na primeira vez em que colocamos a câmera na mesa, estranhamos o fato dela ficar com a parte da frente ligeiramente inclinada para cima. Mais tarde, pudemos entender a função de tal inclinação: geralmente, as mesas e balcões têm a altura de nossas cinturas, mas o que se quer fotografar são rostos.

O posicionamento do flash fica num lugar quase inacessível aos dedos: entre a objetiva e o disparador, na parte de cima da câmera. Isso faz com que o ato de tapar, sem querer, essa fonte de luz seja virtualmente eliminado. O desempenho do flash, em compensação, não é excepcional. Às vezes, a leitura da luz ambiente realizada pela câmera é incorreta, e a foto sai escura demais. No modo macro, por outro lado e como era de se esperar, a proximidade dos objetos faz com que a foto saia superexposta – e feia.

Fotos medianas com pouca luz

Se, assim como na grande maioria das câmeras, o flash embutido da ST5500 não é seu ponto forte, por outro lado a qualidade da imagem em geral é muito boa. A compacta acertou muito bem o balanço de branco e reproduziu fiel e vivamente as cores – às vezes, até com saturação acima do que gostaríamos. Num ambiente externo, apresentou pretos mais profundos que a concorrente Canon S90 e tons de verde com maior proximidade do real. Em ambientes iluminados artificialmente, mostrou precisão ao acertar o balanço de branco.

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A ST5500 não foi feita para ser a rainha do escuro. Em condições desfavoráveis de iluminação, a máquina levou banhos da já citada S90 e também da Panasonic LX3, apresentando granulação a ISO-200 e com fotos próximas do impraticável já no ISO-1600. A abertura máxima da lente desta Samsung é outro fator que conspira contra seus resultados em luz baixa: na grande-angular, tem o valor de f/3,3 e, com zoom no máximo, de f/5,5. Abaixo, recortes de JPGs capturados pela ST5500 (as imagens originais eram muito maiores).

Para tentar minimizar os problemas com sensibilidade alta e abertura da lente, a objetiva da ST5500 vem equipada com um bom estabilizador de imagem ótico, que funciona em conjunto com um eletrônico. Por mais que o sistema de estabilização, que ganhou o nome de “Dual IS”, não produza fotos quatro vezes melhores, ele acarretou em boa nitidez mesmo com velocidade baixa. Foi possível tirar fotos, sem o auxílio de um tripé, com tempos de exposição a 1/8 e 1/4 (sem zoom).

Operação democrática

A maioria das pessoas não está pronta para mexer nos comandos avançados de uma sofisticada câmera digital. E, pensando nisso, a Samsung concebeu a ST5500 sem controle manual de abertura e velocidade, por exemplo. Em modo automático, não dá para mexer nem na sensibilidade ISO. Isso simplifica o uso da máquina, limpando a tela de recursos “desnecessários”, mas também desagrada os usuários avançados, ao mesmo tempo em que tira a liberdade de pessoas que gostariam de aprender mais sobre fotografia.

De qualquer maneira, utilizar a ST5500 é fácil e intuitivo. As opções são facilmente encontradas na tela, e os menus são acionados pelos dedos ou pela caneta stylus que acompanha o pacote. O sistema vem em português, para facilitar a vida – apesar da tradução não ser sempre clara. O modo “smart auto” chuta o que você está fotografando e ajusta a câmera para situações como macro, retrato, paisagem, fogos de artifício, entre outros. Há efeitos de lente que podem deixar a fotografia bem interessante, como vinhetas e olho-de-peixe.

Uma das coisas bacanas da máquina é a capacidade de entender gestos. Além de poder usar seu acelerômetro para navegar entre as fotos da memória, balançando a câmera, o usuário pode desenhar um “x” na tela para mostrar que quer apagá-la. Pode não ser o mais útil dos recursos da fotografia, mas o recurso é divertido e explora uma funcionalidade da tela de alta resolução (1152 mil pixels). Ainda, é muito legal (e útil) poder selecionar a área a ser focada tocando nela.

Vida sem fio

Para desfrutar das capacidades sem fio da câmera, é preciso ter uma rede Wi-Fi próxima ou um dispositivo com Bluetooth. Em testes, conseguimos mandar, por e-mail, fotos de 2 megapixels, aproximadamente, sem muitos problemas. O chato foi ter de nos conectar à rede toda vez em que desejávamos enviar um arquivo. Também dá para subir filmes e instantâneos diretamente para serviços como Picasa, Facebook e YouTube, além de transferir para computadores sem o uso da web, via rede. Digitar no teclado virtual QWERTY não foi das tarefas mais fáceis, e tivemos de apelar para a canetinha stylus.

O recurso DLNA, que tem pintado em parte das televisões e home theathers de última geração, pode se tornar mais útil em breve. A ST5500 consegue se tornar um servidor de mídia, para acesso pelo Windows Media Player, por exemplo, disponibilizando todos ou alguns arquivos que estão gravados em sua memória. Neste modo, foi inoportuno o desligamento automático da câmera, enquanto tentávamos ver os filmes gravados. A reprodução de vídeos, surpreendentemente, não teve engasgos.

Mesmo com os recursos Wi-Fi e Bluetooth disponíveis, a câmera manteve o cabo de dados e a saída micro HDMI. Uma coisa muito legal desta Samsung é poder utilizar saídas USB do computador para carregar a bateria, inclusive enquanto dados estão sendo transferidos. O software proprietário, para organização e edição de imagens, vem embutido na câmera e é instalado sem usar um CD, o que achamos muito conveniente.

Vídeo em alta

Apesar da maioria das televisões de LCD e LED das vitrines possuírem a capacidade de renderizar imagens Full HD, poucas câmeras fotográficas gravam em 1080 linhas. Com a T5500 não é diferente, e ela faz filmes apenas 720p – mas com dignidade. Os arquivos saem em MP4 com codec H.264, e resolução suficiente para preencher seu monitor sem evidenciar os pixels. É possível escolher entre 30 e 15 quadros por segundo em qualidade máxima, enquanto vídeos de resolução menor ganham, também, a opção de 60 qps.

Infelizmente, a qualidade da imagem, nos vídeos, não é das melhores, apresentando granulação acentuada em ambientes fracamente iluminados. Uma das coisas boas do modo vídeo é a rapidez com que a ST5500 reajusta foco e exposição. Também dá para usar efeitos como negativo, p&b e outros filtros. O zoom ótico é ajustável ao longo da gravação, recurso extremamente desejável.

Em suma, a ST5500, conhecida nos EUA como Samsung CL80 (com ligeiras diferenças), é uma câmera realmente apelativa para o design e capacidades sem fio. É a máquina do usuário afim de se atualizar constantemente nas tecnologias disponíveis, mesmo que isso custe um pouco mais caro. Por R$ 1699, gostaríamos de ver qualidade de imagem melhor, uma lente com zoom mais longo (ou, ao menos, cobrindo uma faixa maior na grande-angular). E não entendemos o uso do limitante cartão microSD, em uma entrada que acolheria facilmente um SD comum – menos caro e que todo mundo tem.

_fonte www.info.abril.com.br

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