Superzoom da Fuji faz vídeo ultra-rápido

Compre a sua FujiFilm HS10

A câmera FinePix HS10, da FujiFilm, é uma superzoom de versatilidade espantosa. Sua lente, que possui zoom de 30 vezes, serve tanto para fotografar bem-te-vis a rasgar o céu quanto para capturar interiores – a faixa grande-angular começa no ótimo comprimento focal de 24 milímetros equivalentes. Os controles manuais disponíveis e a sapata para flash externo vão agradar os usuários avançados, junto da possibilidade de gravar vídeos ou Full HD ou em alta velocidade: dá para filmar em até 1.000 quadros por segundo com a resolução reduzida. O tamanho e o formato da máquina são dignos de uma reflex, ou seja, esta japonesa não é nada compacta. O visor LCD, de 3 polegadas, é pouco nítido (possui somente 230 mil pontos), mas é retrátil. Desvantagem, mesmo, vimos na hora de tirar fotos com pouca luz: a perda de qualidade fica óbvia nas configurações de ISO 1600 para cima.  A câmera é encontrada por R$ 1.199,00 no Detona Shop

O corpo da HS10 é muito bem construído. Apesar de ser feito, basicamente, em plástico, esse material é texturizado e transmite a sensação de segurança. Por conta de suas dimensões avantajadas e do formato ergonômico, segurá-la é agradável. O botão de obturador possui duas fases bem definidas, facilitando o travamento de exposição antes da captura. A atividade “apontar e fotografar”, utilizando somente a mão destra, é possível, ao contrário de alguns ajustes básicos, como alternar entre balanços de branco e mudar a sensibilidade ISO. Uma roda grande e confortável, posicionada ao alcance do polegar, pode ser usada para navegar nos menus, ou, dependendo do modo de operação escolhido, acertar a abertura ou tempo de exposição. A porta que protege a entrada do cartão SD ou SDHC é bastante resistente.

O grande visor de cristal líquido, com três polegadas de diagonal, é móvel no eixo horizontal. Assim, o fotógrafo não precisa quebrar as costas para enquadrar a partir de ângulos baixos, da mesma maneira que pode compor imagens de multidões sem a necessidade de subir numa cadeira. Porém, é triste saber que a resolução da telinha é demasiado baixa para o padrão atual: são 230 mil pontos, um quarto do que câmeras mais novas, como a Sony NEX-3, têm apresentado. Outro problema é que, apesar do monitor ser bastante luminoso, quando ajustado para a maior taxa de brilho, apresenta imagens estouradas, incoerentes com a captura real.

O corpo da HS10 é robusto, mas não é revolucionário. A lente da câmera, por sua vez, é digna de tal mérito, quando comparada com a concorrência. Seu fator de zoom, de 30 vezes, é um dos maiores já avistados no INFOlab. Mas é no modo de uso que reside sua grande distinção: assim como as objetivas de câmeras reflex, esta FujiFilm possui um anel que aumenta ou diminui a ampliação da imagem – ou, mais especificamente, seu comprimento focal. Dessa forma, ao invés de utilizar um motor eletrônico na hora de aproximar um objeto distante, o usuário rotaciona a própria lente, tornando a tarefa muito mais rápida e precisa. Uma possível desvantagem apontada nesse sistema é a necessidade de utilizar, também, a mão canhota para operar a máquina.

Qualidade de imagem

O desempenho com baixa luminosidade da Fujifilm HS10 se mostrou acima da média da categoria compacta. A câmera apresentou resultados com granulação aparente já com o ISO configurado a 400, mas nada que viesse a incomodar. Com a sensibilidade ISO em 1600, a quantidade de detalhes já fica comprometida e, acima disso, as fotos ficam muito prejudicadas pelo software de redução de ruído. No geral, contudo, os instantâneos capturados pela câmera chegam perto da muito bem reputada Canon S90, dona de um sensor maior. O ISO da HS10 vai de 100 a 6400.

Por falar nisso, o sensor que recebe a luz vinda das lentes Fujinon é um CMOS de 1/2,3’’ de diagonal, tamanho diminuto e bastante recorrente em câmeras compactas e super-zoom. As cores foram vivamente reproduzidas pela HS10, sem saturação em demasia. Consideramos sua gama dinâmica nas fotos, ou seja, a apresentação de diferentes tons próximos ao preto e ao branco, relativamente fraca, com contraste forte demais nos ambientes iluminados naturalmente. A configuração pode ser ajustada para 100%, 200% e 400%, aumentando a gama ao preço de perda de detalhes (o que podemos fazer, afinal, em programas de tratamento pós-produção).

Um recurso que achamos bacana na HS10 é chamado de “Pro Low Light”, quando a câmera realiza diversas capturas da mesma cena para, em geral, realizar uma mescla dos arquivos e devolver um resultado com menor granulação. Como o nome indica, o modo é pensado para ambientes pouco iluminados – e achamos que ele funcionou bem ao corrigir o ruído das cenas. Infelizmente, contudo, como o recurso utiliza quatro fotos em sequencia, utilizá-lo para fotografar pessoas é difícil: dá para pedir para o grupo se mover o mínimo, mas, de qualquer forma, serão quatro instantes diferentes. Também consideramos o arquivo final levemente embaçado. Para usar o “Pro Low Light”, é necessário usar o modo “Adv.” (avançado) e selecioná-lo. A câmera dispõe dos modos manual, automático, cenas, prioridade de abertura e de velocidade, panorama automático e programa.

Para a alegria dos usuários avançados, a Fujifilm HS10 disponibiliza captura em modo RAW, além de poder gerar RAW+JPG de um mesmo clique. As fotos RAW, por serem “cruas” ou, em outras palavras, livres de processamento, possuem vantagens como maiores gama dinâmica, fidelidade de cor e flexibilidade no tratamento. Infelizmente, contudo, os JPG da HS10 são muito melhores que os arquivos não-processados, já que os últimos apresentam distorção gritante tanto em telefoto quanto em grande-angular – a distorção é imperceptível em JPG. Além disso, os RAW gerados pela câmera apresentam maior aberração cromática (efeito que deixa as zonas de alto contraste com cores inexistentes no mundo real) quando comparados aos JPEG, onde o fenômeno ocorre com pouca força, quando comparamos esta Fuji a outras máquinas superzoom.

Velocidade: uma grandeza relativa

Como filmadora, esta FinePix consegue fazer verdadeiras proezas. Além de gravar em 1080p (Full HD), possui modo de alta velocidade, capturando até 1000 quadros por segundo, mas com resolução baixíssima: são 224×64 pixels. Conforme ajustamos a câmera para menor velocidade, o tamanho do vídeo aumenta. Outros arquivos que consegue gerar a HS10 são 480 QPS (224×168), 240 QPS (442×332), 120 QPS (640×480), 60 QPS (960×720). Os filmes de slowmotion são desprovidos de som, enquanto o 1080p e 720p aproveitam o microfone embutido para incluir áudio mono – a máquina também faz arquivos WAV. O codec empregado pela câmera é o H.264 e, seu container, MOV. Durante a filmagem, é possível acionar o ótimo zoom, verificando que a HS10 pode refazer a focagem rapidamente.

Consideramos que, entre os arquivos finais de câmera lenta, somente os realizados a 120 e 240 QPS são aproveitáveis, dadas as dimensões minúsculas de velocidades maiores.

Amostras de filmagens em outras velocidades podem ser conferidos nos endereços a seguir.

240 QPS

480 QPS

1000 QPS

A Fujifilm HS10 é boa em vídeos de ultra-alta-velocidade, porém, seu tempo de resposta a determinados comandos. Na hora de tirar uma foto, por exemplo, podemos notar certa latência desde que pressionamos o botão de disparo até o momento em que ele é realizado, de fato. A operação desta FinePix também não é instantânea: as tarefas de apagar uma imagem e o processamento dos arquivos leva um tempo acima do que estamos acostumados a aguardar. No modo de fotos sequenciais, a captura de até sete fotos em sequência é realizada na taxa de 10 quadros por segundo (com resolução máxima).

Conclusão

A Fujifilm FinePix HS10 é uma câmera divertidíssima. Sua lente, que é sua principal arma, consegue fazer fotos incríveis, tanto de longe quanto de perto (no modo “super macro”, a distância de foco mínima é de um centímetro), além de ser operada ao estilo reflex. O vídeo em alta velocidade é outro fator que a poria à frente das superzoom. Há os defeitos, como um LCD (e um visor ocular) de baixa definição e o uso de pilhas AA ao invés deuma bateria de lítio recarregável. É claro que se pode comprar pilhas as quais podem ser recarregadas, mas esse gasto adicional não está incluído no pacote. A qualidade de imagem, no geral, é boa – mas nada que realmente se sobressaia à multidão. De qualquer modo, ao considerar a compra de uma superzoom, certamente apontaríamos a HS10 como uma das candidatas a melhor da atualidade.

_fonte info.abril

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1 comentário

  1. io poderia me dizer se a fuji finepix s4000 zoom 30x, uma boa camera pra começar a da uns click,nao sei nada sobre cameras ,mas quero comprar uma pra fotos de paisagem fotos externas ,mas gostaria de uma camera que fosse rapida na captura da imagem ,para assuntos em movimento e de boa qualidade das imagens.

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